domingo, 30 de outubro de 2011

"Haverá um dia em que os tolos terão seu espaço e suas leviandades serão fomentadas como acalanto para o relógio cartesiano".

sábado, 29 de outubro de 2011

É! Ser...é! É ser...

Procrastino de tal modo que posso me esquecer;
Ainda está? Aí, aqui e ali.
O encontro com o reflexo que me afugenta.
Determinar-se. Tão falacioso!
E, pois, toda sistematização que labora em prol de grilhões;
Curvo-me a liberdade, mas tão incerta;
O pêndulo que a tudo rege não se deixa possuir;
Qual o sentido? As respostas estão envelopadas, talvez não seladas;
E deverei decretar a largada, o tiro certeiro para o homem cataléptico;
É nesse axioma que me encontro pelo poder de nada ter;
Seria a liberdade? Mas que sofreguidão pela alforria...
Tão invisível pelo tatear das horas. Cólera aguda!
É a hora de peregrinar! E que o gotejar dos lábios avelude as sedentas mãos.
É! Ser...é! É ser...


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Vestido vermelho

E o mundo não esperava a figura;
Pernas longas cobertas por um pequeno vestido;
Vermelho e suave;
Pequenas mãos com grandes olhos;
Sorriso embotado pela borra do café;
A vida não esperava mais que o cumprimento dos fatos;
Fora a ela, tão ingrata;
Qual a missão?
Onde me encaixo?

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Jovens

Tão pequeno e frágil se apresentava;
A faca em suas mãos entrecortando lábios;
Reservo-te este momento, um segundo de gentileza;
Era esdrúxulo! Éramos livres e embebidos pelos fins das tardes;
O aperto de mão que levou alguma substancialidade;
Uma espécie de história desvirtuada e sem nexo;
E hoje, me encontro expurgando tudo isso;
Empacotei imagens velhas, sorrisos brancos e olhos fundos;
Lembra-se?
Éramos jovens!
Sonhos partilhados e hoje, todos ressecados;
Esquecemos de pulverizar todos nossos pecados;
E então o destino como um rabo de um foguete passou;
Um abraço a você e até qualquer dia;
Ah como éramos jovens.
Em Istambul ou Moscou? Até lá.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Domingo

E após uns belos arranhões tudo que se precisa é um pouco de vodka, um trago e uma abstração. Estou à procura de mim, presa em uma singela melancolia. É domingo, tão desafiador.


Maldito palpitar no peito. Hora do almoço, um trago e uma vodka no afã de aquilatar a perpetuação deste dia. Nunca me pareceu fácil o “bater de asas”, entretanto, a baforada do dia que me impulsione para o amanhã.

E você que busca a si mesmo o que faz aqui? Busca a si mesmo buscando pelos outros? Uma necessidade constante de encontrar. De encontrar uma distração. Sei que é difícil se encontrar puro às seis da manhã em um sol estarrecedor.

E a piada brusca não pode ser dita, todavia sua essência permanece. Dia silencioso, semanas silenciosas e silêncio. A nova era é a era da castração do órgão que propala. Já não posso me encontrar, é o que diz os malfadados e cretinos.

Criança senil. É como me sinto. Dois extremos a se chocarem. O que você vê? Eis o resultado. Sei que tenho me encontrado. Sei que estou bem. Sei o que devo saber.

Meu amado domingo, tão doloroso, tão amargo e tão puro.

Não me ensinaram a limpar a areia de minhas mãos. Então por que dizer que haveria areia? Mão de toque áspero, dia irascível entrecortando as regressivas horas.

E o leão está cansado de ficar acorrentado, submerso na areia e seu toque áspero. Estou presa a mim, sem segurança e esperança. Na verdade acabo de me encontrar embaixo da cama, empoeirada e desbotada. Hora do alvejante, hora do mergulho, hora de adormecer.

sábado, 25 de junho de 2011

A luz

A Sombra! A Sombra que assombra e se desfaz na sombra. É nestes entrecortes que carrego pelos ombros, A Sombra.
Óbvio, a sombra que se açoita em busca de lampejo. Tão fatídica, tão trêmula e bêbada pelas horas a percorrer o inimigo inexistente. Incongruências que se revelam em rápidas orações e então o dilacerado clamor.
Pelo bosquejo das horas formadas por leques, você ainda se manifesta. Tão perdida e sem aspirações. A Sombra!
A personificação é de todas as escolhas, a mais incorreta, já que se busca aquilo que falta. Todavia, tudo falta. Algo resiste?
Mas por óbvio, com o fracasso virá o julgamento. A Sombra ou A Personificação?
Lembre-se, é uma sombra e sempre lhe faltará à luz necessária para visualizar a distância de sua personificação.  Ainda, A Personificação formada pelas suas imperfeições costuradas e sedimentadas entre retalhos e devaneios sempre terá seu “calcanhar de Aquiles”.
A Sombra! A Sombra que assombra e se desfaz na sombra. É nestes entrecortes que carrego pelos ombros, A Sombra.
A Sombra, quando foi que esta esteve nua em plena luz do dia a ter o dispêndio pelo nada e pelo tudo?
Branco no preto.
A Sombra! A Sombra que assombra e se desfaz na sombra. É nestes entrecortes que carrego pelos ombros A Sombra.